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Flora


Castanheiro (Castanea sativa Miller)
É uma árvore de grandes dimensões que atinge 20 a 30 metros de altura (por vezes mais) e de folha caduca. O porte é geralmente imponente com um tronco espesso e uma copa semi-esférica, mais ou menos alongada. O tronco é liso nos primeiros dez-quinze anos, mas a casca rapidamente se fendilha criando linhas pouco profundas que, com o envelhecimento das árvores, faz com que o tronco mais pareça estar torcido.
castanheiro
Pinheiro bravo (Pinus pinaster)

É uma árvore média, alcançando entre 20 a 35 metros. A copa das árvores jovens é piramidal, e nas adultas é arredondada. O tronco está coberto por uma casca espessa, rugosa, de cor castanho-avermelhada e profundamente fendida. A sub-espécie mediterrânica tende a possuir casca mais espessa, que pode ocupar mais de metade da secção do tronco. As suas folhas são folhas persistentes, em forma de agulhas agrupadas aos pares, com 10 a 25 centímetros de comprimento. Tem uma ramificação verticilada, densa, os ramos quando são jovens são muito espaçados e amplos.

Tem floração monóica, ou seja as flores masculinas e femininas estão reunidas num mesmo pé. As suas flores masculina estão dispostas em inflorescências douradas, com forma de espiga, agrupadas lateralmente nos ramos longo do terço inferior dos raminhos novos; e as flores femininas estão dispostas em inflorescências terminais. A sua floração começa em Fevereiro e acaba em Março.

As pinhas ou cones, com entre 8 a 22 cm de comprimento por 5 a 8 cm de largura, simétricas ou quase simétricas, são castanhas claras e brilhantes quando maduras. Amadurecem no final do Verão do segundo ano e libertam numerosas sementes com uma asa, vulgarmente designada por pinhão.
 

Nogueira (Juglans regia L.)

A nogueira não é originária das nossas latitudes, mas adaptou-se a elas há muito tempo. É originária do Sudoeste Asiático e do Mediterrâneo Oriental e foram os Romanos que a introduziram na Europa. Apresenta diversas variedades cultivadas, que geralmente se reproduzem por enxertia. As suas sementes, as nozes, de sabor agradável e ricas em óleo, consomem-se directamente ou são espremidas para obter o óleo de nozes, que se utiliza como óleo alimentar, como combustível ou como base de determinadas pinturas. Em anos de boa colheita, uma árvore de copa grande pode produzir até 150 kg de nozes. A madeira da nogueira é considerada uma das mais valiosas das diversas classes de madeira existentes entre nós. É de uma dureza comparável à do carvalho, mas fácil de trabalhar, e além disso é extraordinariamente decorativa pelos tons vivos e escuros do seu durame. É uma madeira utilizada sobretudo no fabrico de móveis e no revestimento interno das habitações, sendo também muito requisitada para trabalhos de talha e para culatras de armas de fogo.

A nogueira cultiva-se fundamentalmente pelos seus frutos e necessita de solos profundos, ricos em nutrientes e protegidos das geadas tardias, pois as suas flores são muito sensíveis. Dão-se bem à beira dos rios.

É uma árvore com uma copa largamente ramificada, sendo os ramos inferiores grandes e sinuosos e os mais pequenos densos e retorcidos. Pode atingir os 30 metros de altura e é reconhecível pelas suas folhas pinuladas, alternas, com os folíolos inteiros, que aumentam claramente de tamanho do pecíolo até à ponta. As folhas, quando esmagadas, e a casca verde dos frutos lançam um intenso e característico aroma.
 

Carvalho negral (Quercus pyrenaica)

 É uma árvore de folha caduca, que pode atingir 25 metros de altura. A copa é irregular arredondada, mais ou menos alongada. O tronco é cinzento-escuro baço e gretado em placas. Tem grande capacidade regenerativa a partir da raiz pelo que forma manchas arbustivas muito densas.
As folhas inicialmente estão cobertas de uma pubescência que lhes dá um tom acinzentado, mas posteriormente perdem a pubescência e ficam verde acinzentadas. Durante o inverno muitas folhas secas permanecem agarradas às árvores, sobretudo nas plantas de poucos anos.
O fruto é uma bolota que se desenvolve de forma solitária ou agrupada em duas ou três

Medronheiro (arbutus unedo)

Arbusto ou pequena árvore de folha persistente, com casca fendilhada, que pode alcançar 4-5(7) m de altura.
O medronheiro floresce no Outono ou no princípio do Inverno. As flores são pequenas e surgem em cachos compostos.
Os frutos maturam no Outono adquirindo uma cor vermelha. Chamam-se medronhos e são comestíveis, sendo muito apreciados pela fauna selvagem

Amieiro (Alnus glutinosa)

É uma árvores que pode atingir até 35 m e uma longevidade até 120 anos. Possui folhas redondas/ovadas, com 4 a 10 cm de comprimento. Os frutos são uma espécie de pinha, com 1 a 2 cm de comprimento

Freixo (Fraxinus excelsior L.)

O freixo é uma das nossas folhosas mais importantes, tanto ecológica como industrialmente. Cresce muito rapidamente se o terrenos for favorável (por exemplo a margem de um rio), chegando a atingir os 40 m de altura. Pode cortar-se aos 70/80 anos e a sua idade máxima ronda os 300 anos. A madeira, dura e pesada, utiliza-se tanto na indústria de mobiliário como no revestimento de interiores. Pela sua grande consistência e dureza, é ideal para fabricar escadas, aparelhos desportivos e cabos de ferramentas. As flores do freixo apenas são visíveis individualmente, uma vez que lhes falta o cálice e a corola. Aparecem na Primavera, antes das folhas, e polinizam-se através do vento. As folhas são pinuladas, e medem entre 20 e 35 cm de comprimento, com 9 a 15 folíolos lanceolados ou ovados, de 4 a 10 cm de comprimento, finamente serrados nos bordos.

 

Choupo-negro (Populus nigra)

O choupo ou álamo negro, assim chamado pela cor verde escura da sua folhagem, é uma das três espécies de choupos que crescem espontaneamente na Europa (as outras são o choupo-branco e o choupo-tremedor). É uma árvore que também em Portugal cresce espontaneamente, embora cada vez mais se proceda à plantação de outras variedades e híbridos criados artificialmente, dado o seu interesse comercial. Esse interesse deriva do facto de o choupo ser uma árvore que cresce rapidamente (comparados com as píceas, podem produzir o dobro da madeira em apenas um terço do tempo) e exige pouco trabalho. Normalmente facultam rendimentos apenas 10 anos após o seu plantio. A sua madeira, leve, macia, branca e de pouca durabilidade, emprega-se no fabrico de fósforos, colheres de pau e caixas.

Chega a atingir 35 metros de altura e pode durar 300 anos. Tem preferência por solos húmidos, como por exemplo as margens de rios ou ribeiras. As suas folhas, triangulares e palmadas, com 5 a 8 cm por 6 a 8, têm as margens denteadas e translúcidas. A página superior é verde-escuro e a inferior é mais clara, amarelecendo quando envelhece.
 

Negrilho (Ulmus minor)

Depois de praticamente dizimado pela doença que o afectou – um fungo que destrói os vasos condutores de água da árvore – o negrilho parece estar agora a recuperar nos campos transmontanos. Trata-se de uma árvore que pode atingir os 30 m de altura, com folhas elípticas de 4 a 12 cm, lustrosas e serradas, e frutos constituídos por uma núclea plana rodeada por asas membranosas. A madeira de negrilho é muito decorativa: tem um alburno de tom amarelo-claro e um durame entre pardo-claro e pardo-chocolate; é bastante pesada, dura e elástica. Utiliza-se no fabrico de móveis, em cabos de ferramentas e em artigos de desporto. As folhas costumam ser utilizadas como forragem para os animais, sobretudos porcos.

Mimosa (Acacia dealbata Link)

A acácia-mimosa é originária da Austrália e é uma das árvores ornamentais preferidas da Europa do Sul. Em condições favoráveis pode atingir os 20 m de altura. As suas flores fazem lembrar um cacho, com pequenos globos amarelos lustroso, muito aromáticos. É uma árvore que tolera bem a secura e que por vezes aparece a ladear as estradas ou a ornamentar jardins.

Urze (Erica azorica)
Carqueja (Baccharis trimera)
Medronho (Arbustus unedo)
Giesta (Citisus scoparius)
Estevas (Cistus ladaniterus)
Rosmaninho (Lavandula stoechas)
Feto (Culcita macrocarpa)